ANÁLISE COMPARATIVA DAS GESTÕES MUNICIPAIS DE RESÍDUOS SÓLIDOS DE MARIANA, BRASIL E ROTERDÃ, HOLANDA

Autores

  • Alexsandra Matilde Resende Rosa Universidade Federal de Minas Gerais image/svg+xml
  • Vera Lúcia de Miranda Guarda Universidade Federal de Ouro Preto image/svg+xml

Resumo

Os RSU apresentam grande complexidade e diversidade, e muitas vezes tornam-se um problema a ser enfrentado por autoridades públicas. A Política Nacional de Resíduos Sólidos brasileira, estabelece que os municípios são responsáveis pela coleta, tratamento e disposição ambientalmente adequada dos resíduos. O Brasil encontra desafios no cumprimento das determinações da PNRS, em Mariana/MG, não é diferente. A Holanda é considerada referência mundial sobre GRSU, um centro de conhecimento e inovação no campo da economia circular, e a cidade de Roterdã é pioneira no assunto. O objetivo deste estudo é comparar a gestão de resíduos sólidos de Mariana e Roterdã, buscando compreender os aspectos positivos, avanços, e desafios da GRSU nos dois contextos. Foi realizada uma revisão bibliográfica exploratória, e analisados documentos oficiais dos municípios, artigos científicos e estudos relacionados ao tema, após foi elaborada uma comparação demonstrando distinções e semelhanças das realidades. Conclui-se que Roterdã vem implementando tecnologias avançadas de gerenciamento de resíduos e políticas de economia circular, enquanto, Mariana, continua lutando para implementar e sustentar políticas mais básicas, porém, avanços e melhorias vêm ocorrendo. Há a necessidade de progredir em direção a formas mais avançadas de gestão de resíduos, prevenção e circularidade. Contudo, não há soluções perfeitas e que possam ser generalizadas, cada cidade deve desenvolver estratégias adequadas à sua história específica, economia, demografia, cultura, e aos seus recursos humanos, ambientais e financeiros. 

Biografia do Autor

  • Alexsandra Matilde Resende Rosa, Universidade Federal de Minas Gerais
    Doutoranda em Saneamento, Meio Ambiente e Recursos Hídricos pela Universidade Federal de Minas Gerais. Mestre em Sustentabilidade Socioeconômica Ambiental pela Universidade Federal de Ouro Preto. Possui graduação em Direito pela Universidade Presidente Antônio Carlos, Mariana/MG e em Psicologia pela Universidade Federal de São João del Rei/MG. Especialista em Direito Ambiental, Direito Público, Psicologia Jurídica e Avalição Psicológica, e Psicologia Comportamental. MBA Gestão de Recursos Humanos. Atualmente exerce a função pública de advogada ambiental na Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável de Mariana/MG (SEMMADS). Pesquisadora associada da Cátedra Unesco Água-Mulher-Desenvolvimento. Desenvolve pesquisas a partir de um viés interdisciplinar nas áreas de Ciências Sociais e Ambientais, atuando principalmente nos seguintes temas: Direito Ambiental e Socioambiental, Gênero, Políticas públicas. 
  • Vera Lúcia de Miranda Guarda, Universidade Federal de Ouro Preto

    Farmacêutica Industrial graduada pela Universidade Federal de Ouro Preto (1985), mestre em Ciências Farmacêuticas pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (1991) e doutora em Ciências Farmacêuticas - Université de Grenoble I (Scientifique Et Medicale - Joseph Fourier) (1998). Foi professora do Departamento de Farmácia da Universidade Federal de Ouro Preto entre 1992 e 2018. Tem experiência na área de Farmácia, com ênfase em Síntese de Fármacos e Controle de Qualidade de Medicamentos, atuando principalmente nos seguintes temas: síntese de derivados de 2H-1,4-benzotiazinonas, caracterização estrutural, atividades farmacológicas e validação de metodologias analíticas. Realizou pesquisas nas áreas de fitoremediação utilizando cianobactérias e macrófitas e na validação de metodologias analíticas para controle de água potável e realiza estudos sobre água e gênero. Coordenou a Cátedra UNESCO: Água, mulheres e desenvolvimento de 2006 a 2018.Representa o Brasil no GT - Água e Gênero do PHI - LAC da UNESCO. Participou como representante do CONAPHI - Brasil Especialista em Empreendedorismo e Inovação. Criou e coordenou o NuCát - Núcleo da Cátedra UNESCO- água, mulheres e desenvolvimento desde a data do seu reconhecimento: Resolução CEPE- UFOP - 7420 de 16/02/2012 até 2108. Professora voluntária do Programa de Mestrado Profissional em Sustentabilidade Sócioeconômica Ambiental e Editora da Revista ALEMUR. Aposentou-se em Novembro de 2018, como professora titular da Universidade Federal de Ouro Preto. E atualmente é Consultora da UNESCO Brasil para o projeto Diálogo e Paz nas açoes da Fundaçao Renova com a elaboraçao e execuçao do Monitoramento Hídrico Participativo em Comunidades Tradicionais.

Publicado

2026-11-06

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